Assistência Social traz psicólogo para falar sobre “A Mulher e o Poder” na Câmara de Bálsamo

Da Assessoria

Corrêa Netto

A Diretoria de Assistência Social do município de Bálsamo, através da Diretora Larissa Roberta Gutierrez Gallo, da vice-prefeita Monica Beatriz Cencil Garcia Borguezam, da primeira dama Bia Steque Lourenço e equipe, trouxe o palestrante Alexandre Cáprio para proferir uma palestra na noite de 8 de março nas dependências da Câmara Municipal de Bálsamo.

A palestra trouxe um levante de informações sobre a mulher ao longo da história, incluindo conceitos religiosos, filosóficos, políticos e culturais. Nas religiões antigas, a mulher era representante do divino (figura feminina conhecida como Gaia, mãe natureza, deusa d’água, dentre outros). As sacerdotisas coroavam reis e a mulher era uma mediadora entre os dois mundos. Posteriormente, com o antigo testamento, a culpa da queda do paraíso, atribuída à Eva, estigmatizou a mulher. Desde então, tanto doutrinas religiosas como e legislação centralizaram no homem a autoridade.

As leis da sociedade antiga também não eram igualitárias. A mulher podia ser devolvida caso fosse estéril ou simplesmente não fosse mais virgem. Já o oposto não era possível. Uma mulher sem homem não era uma mulher respeitável, mas um homem poderia ser respeitável sem uma mulher.

Até os dias atuais, as mulheres sofrem, ao longo de suas vidas, uma série de cobranças da família, sociedade e cultura. São pressionadas a namorar, noivar, casar, ter o primeiro filho, depois o segundo.

Qualquer sonho ou meta que fuja demais dessa formatação é desencorajado. Mesmo com as sensíveis mudanças do mundo moderno, o machismo e sexismo ainda existem e definem pensamentos, emoções e comportamentos.

Até mesmo as mulheres podem se tornar sexistas ou machistas, levando adiante conceitos que já deveriam ter deixado de existir. Por exemplo, uma mãe determina hora para a filha chegar em casa, enquanto que o filho pode chegar a hora que quiser.

Ao tentar igualdade, a mulher conseguiu acúmulo de funções. Precisa ser boa filha, boa mãe, excelente profissional, precisa ser bonita, estar em forma, andar de salto e sorrir. Ainda é estigmatizada, geralmente através de conotações sexuais. Com tudo isso, a autoestima da mulher atual enfrenta problemas. Sentindo-se sempre em desvantagem, sofrem muito mais com transtornos mentais como a depressão do que homens fazendo com que a diferença de gênero imposta por nossa cultura torne-se um problema de saúde pública.

Ao final desta explanação, o palestrante e psicólogo cognitivo-comportamental Alexandre Caprio deu dicas de como resgatar a autoestima e retomar objetivos e metas. Segundo o psicólogo, o tema será retomado em breve, desta vez voltado à legislação de proteção à mulher.

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